Como os níveis de Inglês são divididos? Descubra o seu!

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Como os níveis de Inglês são divididos? Descubra o seu!

É difícil encontrar, hoje em dia, alguém que não saiba nada de inglês. O idioma considerado universal está presente praticamente em tudo ao nosso redor. Além disso, a cultura brasileira há muito absorve expressões do idioma, e algumas delas já constam oficialmente em nossos dicionários de língua portuguesa. Mas quando o assunto é estudo, você sabe como são as divisões oficiais dos níveis de inglês?

Ainda que possa parecer simples, determinar o grau de conhecimento de uma pessoa em língua estrangeira gera muita confusão, especialmente se ela for leiga no assunto. Mesmo quem estuda inglês há bastante tempo nem sempre sabe explicar com mais detalhes o que é estar no nível “básico”, “intermediário” ou “avançado”.

Os níveis determinam habilidades linguísticas e o grau de compreensão do idioma. Isso se aplica tanto com relação à conversação e escuta quanto à leitura e escrita de acordo com as normas cultas.

CEFR: a classificação oficial europeia

A fim de encontrar um denominador comum para o aprendizado de idiomas, no início dos anos 1960 o Conselho da Europa, mais antiga instituição europeia em funcionamento, com sede na França, iniciou os primeiros esboços do que viria a ser uma classificação oficial para o ensino de línguas no continente.

No ano de 2001, após várias décadas de ajustes e projetos sobre o assunto, foi estabelecido o CEFR (Common European Framework of Reference for Languages — Quadro Europeu Comum de Referência para Línguas, em português), que “fornece uma base comum para a elaboração de programas de línguas, linhas de orientação curriculares, exames, manuais, etc., na Europa” (ASA, 2001).

Em outras palavras, o CEFR desenha todas as habilidades linguísticas e conhecimentos para que um estudante seja considerado fluente em uma segunda língua e as diretrizes para que ele aprenda de verdade.

Além disso, o CEFR é utilizado mundialmente para atestar a transparência de cursos e é utilizado em testes oficiais, como os exames da Universidade de Cambridge.

O quadro também influencia parâmetros para cursos de mestrado e doutorado, e até para carreiras no exterior. Por isso, o CEFR tornou-se referência para muitas escolas do idioma e centrais de intercâmbio ao redor do mundo.

Entenda a divisão dos níveis de inglês

No CEFR, os conhecimentos e habilidades dos estudantes, tanto para o inglês quanto para os demais idiomas de origem europeia, são separados em três grandes grupos, da seguinte forma:

A Falante elementar

A1 Iniciante

A2 Básico

B Falante independente

B1 Intermediário

B2 Usuário independente

C Falante proficiente

C1 Proficiência operativa eficaz

C2 Domínio pleno

Embora cada escola defina sua metodologia de ensino e nomenclaturas para seus cursos, é comum encontrar, após o “apelido” dado àquele nível, o acréscimo das siglas da nomenclatura europeia.

Veja as habilidades e conhecimentos de cada nível

Para que você compreenda melhor o que significa essa padronização, vamos explicar passo a passo como são essas divisões do CEFR. Cada nível corresponde a uma série de objetivos e habilidades a serem alcançados.

Por meio desses níveis, é possível medir o progresso do estudante em todas as fases de aprendizagem ao longo de sua vida escolar. Confira:

A1 — Iniciante

Neste estágio, o aluno tem a capacidade de compreender e utilizar expressões conhecidas do cotidiano, além de responder questões com enunciado bem simples.

Além disso, tem repertório para construir frases básicas a fim de satisfazer necessidades concretas.

Também sabe informar detalhes sobre sua vida pessoal, como: dizer onde mora, coisas que possui, identificar pessoas e cumprimentar.

Já consegue interagir com nativos do idioma, desde que o diálogo seja realizado com pronúncia clara e pausada pela outra parte.

A2 — Básico

Agora, é possível compreender expressões e frases frequentes a respeito de informações pessoais e da família, compras e seu meio de convívio.

De maneira simples, é possível comunicar-se em tarefas simples ou rotinas que envolvam assuntos familiares e exigem comunicação simples e direta.

Já dá para ir às compras, entender direções e começar a procurar um trabalho, descrevendo superficialmente conhecimentos, local de moradia e necessidades imediatas.

B1 — Intermediário

Nesse nível a fluência aumenta e o aluno consegue compreender os principais assuntos do seu cotidiano, desde que com língua clara e padrão.

É capaz de lidar com temas como lazer, escola e trabalho, bem como situações do dia a dia em um país de língua inglesa.

Com relação à escrita, é possível criar textos simples, descrevendo experiências, desejos ou algum evento ou fato.

Em uma atividade de discussão é possível expor pontos de vista de maneira limitada.

B2 — Usuário independente

Neste momento, já é possível compreender ideias centrais de textos mais complexos, que tratam inclusive de temas técnicos ou abstratos.

O mesmo vale para a escrita: textos detalhados sobre temas variados e com maior refinamento já podem ser produzidos.

A fluência já permite uma interação com nativos de língua inglesa em alto grau, numa comunicação sem esforço, tanto para falar como para compreender.

O falante também consegue defender os próprios pontos de vista em discussões, apontando prós e contras sobre diferentes ideias.

C1 — Proficiência operativa eficaz

Nesse momento, o idioma já é utilizado tanto em âmbito pessoal, como para fins profissionais e acadêmicos.

Tanto a escrita quanto a leitura são avançadas.

O falante já cria textos com uma estrutura detalhada para temas de maior complexidade.

Consegue compreender uma grande variedade de textos longos, que exigem maior conhecimento do idioma.

Já é possível reconhecer, inclusive, o que está sendo dito de maneira implícita ou em sentido figurado.

A comunicação é fluente e acontece com espontaneidade, sem muito esforço para usar o vocabulário desejado.

É possível assistir a um filme em inglês sem qualquer legenda.

C2 — Domínio pleno

Nessa fase, o falante tem muita articulação no idioma e consegue entender sem problemas praticamente tudo o que lê ou ouve.

Tem a habilidade de reproduzir argumentos ou informações de fontes diversificadas, tanto falando quando escrevendo, sempre de maneira coerente e sintética.

A comunicação é espontânea, com precisão e fluência, sabendo diferenciar as pequenas nuances dos significados das palavras.

Compreender os níveis de inglês é importante para se ter uma ideia do real conhecimento de um indivíduo. Mesmo assim, saiba que essa classificação é somente um padrão oficial. As habilidades variam muito de pessoa para pessoa.

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